sexta-feira, outubro 07, 2011

Tocado .

Estou acordado,
sinto a noite,
o vento sussurra
ouço.

Minhas mãos lentas
afastam as cortinas,
vejo tudo lá fora.

A chuva que cai
sacia a sede de seres
que não querem morrer.

Lembrei-me
dos meninos sem pão
logo minhas palavras ajoelhadas
rendem-se ao céu.
- Dan Carvalho

29 comentários:

  1. oi Dan,

    saudades daqui,
    é sempre importante
    nos lembrarmos dos que nada tem,
    nos faz agradecer muito...

    beijinhos

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  2. Adorei passar pelo seu cantinho e ler estes maravilhosos versos!
    "A chuva que cai
    sacia a sede
    de seres que não querem morrer." Adorei!
    existe sensibilidade nas suas palavras!

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  3. o pao eh tudo e a natureza nao perdoa nem aos mais fracos!

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  4. gostoso entrar aqui...
    e ler um poema tão belo, falando do próximo, do amor ao próximo..lindo

    bjs.Sol

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  5. Minhas palavras ajoelhadas/ rendem-se ao céu..

    Perfeito!

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  6. oi Dan,
    as vezes o silêncio nos toca de forma tão gritante,nos lembrando que ainda existem aqueles que carecem tanto de tantas coisas...

    beijos,
    parabéns pelo poema...lindo,sensível,tocante...
    =)

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  7. Muito importante pensar nas pessoas que tem menos que a gente,assim podemos dar valor ao que temos,e parar de reclamar ...
    Mto bom!
    Beijos,saudade...hehe
    ate mais

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  8. Dan. Perdoe-me meu sumiço, mas pelo visto tudo aqui continua lindo como sempre!

    Um beijo.

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  9. A noite e a chuva tornam tudo mais intenso, mais agudo, mais sentido. É por isso que eu gosto tanto dessa combinação.

    ;)

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  10. A doçura dos teus versos, Dan, são um bálsamo,verdadeiros encantos.
    Fico daqui, mandando minha oração, para o lugar para onde enviaste o tuas ajoelhadas palavras.

    Eu estava com saudade!!! A tua poesia tem uma luz serena. =)

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  11. Que lindo.
    Desses momentos
    e dessas lembranças
    é que a vida corre: para ou de.

    Beijo.

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  12. No sinal fechado
    Ele vende chiclete
    Capricha na flanela
    E se chama Pelé
    Pinta na janela
    Batalha algum trocado
    Aponta um canivete
    E até(...)

    Lembrei-me de Chico

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  13. Todos nós nos esquecemos que no frio, em que a gente reclama, tem gente que não possui nem um cobertor para se cobrir. Quando a gente reclama de certa comida tem gente que reza para poder comer algo.

    Lindo poema.

    Um bom domingo.

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  14. ^Real...

    http://blogdoxandro.blogspot.com/

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  15. Rô, Carina, Régis, Solange, Macabea, Denise, Amanda, Miri, Ana, Luna, Jaci, Marcelo, Cristiano , Ordem do saber, Xandro!

    Obrigado pelos comentários... fico feliz muito com vocês aqui! Grande abraços a todos vocês.

    Dan.

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  16. palavras ajoelhadas...
    gostei disso. Acho que o mundo precisa entender que assim que se constrói um mundo mais justo: rendição. Doação. Amor.

    Lindo poema, Dan! Obrigada pelo comentário lá!
    Beijão,
    Mima.

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  17. Suas palavras tocam como o vento que sussurra no poema, Dan!

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  18. Olá, desculpe invadir seu espaço assim sem avisar. Meu nome é Nayara e cheguei até vc através do Blog Recomeçar. Bom, tanta ousadia minha é para convidar vc pra seguir um blog do meu amigo Fabrício, que eu acho super interessante, a Narroterapia. Sabe como é, né? Quem escreve precisa de outro alguém do outro lado. Além disso, sinceramente gostei do seu comentário e do comentário de outras pessoas. A Narroterapia está se aprimorando, e com os comentários sinceros podemos nos nortear melhor. Divulgar não é tb nenhuma heresia, haja vista que no meio literário isso faz diferença na distribuição de um livro. Muitos autores divulgam seu trabalho até na televisão. Escrever é possível, divulgar é preciso! (rs) Dei uma linda no seu texto, vou continuar passando por aqui...rs





    Narroterapia:

    Uma terapia pra quem gosta de escrever. Assim é a narroterapia. São narrativas de fatos e sentimentos. Palavras sem nome, tímidas, nunca saíram de dentro, sempre morreram na garganta. Palavras com almas de puta que pelo menos enrubescem como as prostitutas de Doistoéviski, certamente um alívio para o pensamento, o mais arisco dos animais.



    Espero que vc aceite meu convite e siga meu blog, será um prazer ver seu rosto ali.

    http://narroterapia.blogspot.com/

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  19. Encontrei hoje e gostei do pouco que li. Vou seguir e ler mais.
    Este poema é lindo!

    Parabéns.

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  20. Quando o medo e angustia tenta nós oprimir, nós sentimos humilhados pelo próprio medo, a melhor forma a humilhar-se a Deus (de joelho, nosso clamor, Ele ouve o para longe vai a aflição....

    Lindo blog ...fiquei muito feliz e lisonjeada com sua visita no meu cantinho, mto obrigada pro seguir *-*


    amei aqui, muito legal sua forma de se expressar... Que Deus possa te usar mais e mais , q Ele te abençoe muitão, afinal és filho dEle, q o então o amor dEle não só esteja em seu coração, mas em suas palavras, seu rosto, sua vida, exprimam AMOR de DEUS...

    abraços fortes
    http://pequenamasgrandemulher.blogspot.com/

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  21. adorei a forma que você escreve. Me identifico de certa forma.

    meumundoloove.blogspot.com
    avidadelaari.blogspot.com

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  22. Lindo, comecei a imaginar tudo que você escreveu... Parabéns! Bjo

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  23. Lindíssimo texto... Não por causa da junção das palavras, coesão textual ou coisa do tipo. É lindo pelo conteúdo que expressa algo que é raro nesse mundo, o amor . O mais bonito dessa sua narrativa é o trecho ''Logo minhas palavras ajoelhadas rendem-se ao céu.'' porque expressa uma ação. E disso precisamos, das palavras para reflexão e de pensamentos para nossa ação.
    Continue escrevendo... parabéns pelo blog.
    Sou sua nova leitora ;)

    Beijos!

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  24. O cair dos pingos da chuva, nos chamam a reflexão,
    E quando você diz, que lembrou do menino sem pão, puxa-nos para uma nova emoção.
    Causa aflição, de ver o menino ali, sem pão na chuva.
    E mais reflexão ainda, quando diz:" palavras ajoelhadas
    rendem-se ao céu."
    Em instantes de chuva em seus versos, uma emoção diferente.
    Profundeza em palavras simples, em apenas um olhar perdido na chuva...mas que trouxe lembranças, de até mesmo nos causar culpa.
    O que fazer com esse menino?
    Talvez seja mesmo rezar...
    Achei maravilhosa essas suas "palavras ajoelhadas", muito mesmo.
    Parabéns pelo texto.
    Um dia lindo.
    Um grande abraço.

    *-*

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  25. Mas aqui é tudo lindo! Máximas, metáforas, rimas...Dá um toque se eu puder lincar teu blog?
    um abraço.

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  26. Muito lindo! Palavras soltas, parecem fluir do mais íntimo! Incrível a maneira como escreves! Parabéns, tens uma sensibilidade rara de escrever! Deus te abençoe.

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  27. Olhar pela janela em um dia de chuva e ver a vida acontecendo lá fora e também dentro de nós: a mesma sensação tive ao ler esse poema. Obrigada por escrevê-lo, por compartilhar, por (re)lembrar a força imensurável das palavras, sobretudo quando vindas de fonte tão rica.

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O ócio agradece!